24 abril 2009

Raízes de mim

Quem te plantou árvore bendita não imaginou teu fim.
Quem te regou, também gemeu, chorou...
Só pra te ver crescer solitária.
Conheces dias e noites, sol e chuva... Tempestades...
Ventos assombrosos ameaçando tua queda,
Quem em ti pousou sabe o que é amor, amar e apaixonar-se.
És figura de poetas nostálgicos e por isso te silencias
Pra contemplar a vida nos variados ângulos.
Quem te feriu não merece tua sombra, mas é tudo o que já ofereceu
Aos andarilhos, gratos ou não, homens, animais.
Tens cumprido teu propósito em silêncio pra resguardar o coração e um homem que te representa em amar irrestritamente a vida.
Seria eu tão irresistível assim?
Qual teu segredo?
Tuas raízes?
Ah! Minhas raízes me agonizam de amor por um amor perdido!
Arraigado e banhado em lágrimas que foram deixadas como marcas.
Marcas do tempo dos frutos, marcas do tempo das folhas...
Marcas da seca.
Mas a marca que marca está viva como viva és, sustentada pelas raízes.
Ah! Minhas raízes me agonizam e me alimentam de um amor eterno!
Quem te contempla reaprende a amar arriscadamente e em silêncio.
Mas és inabalável até o sopro divino.
Raízes de mim...

Josenilton Pinheiro


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