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O LEGADO DA PAZ

  “Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco.”  - João 20.19 Os discípulos estavam com medo. Já era o terceiro dia após a morte de Jesus. Embora Ele lhes tivesse deixado promessas de esperança, o que dominava aquele ambiente era o temor. As portas estavam fechadas, os corações aflitos e a insegurança havia se instalado entre eles. Foi nesse cenário que Jesus ressuscitado entrou e declarou: “Paz seja convosco.” A ressurreição trouxe consigo esse maravilhoso legado: a paz . Não uma paz momentânea ou circunstancial, mas uma paz que supera qualquer realidade externa. Uma paz que nasce da vitória da vida sobre a morte. A ressurreição é a garantia de que nenhum problema — nem mesmo a morte — é maior do que o poder de Deus. Não importa qual seja o caos que esteja cercando a sua vida. Jesus continua entrando em ambientes fechado...

JESUS NUNCA NOS ABANDONA

“Depois de dizer isso, ela virou-se para trás e viu Jesus ali, de pé, mas não o reconheceu.” João 20.14 Maria encontrou-se com o Jesus ressuscitado, mas não o reconheceu. A tristeza havia tomado seus olhos. A dor, a decepção e o medo criaram uma barreira entre ela e a realidade gloriosa que estava diante dela. Dias difíceis produzem esse tipo de reação. É importante perceber que o Senhor não a repreendeu por isso. Pelo contrário, Ele se aproximou e se revelou no tempo certo. A experiência de Maria se assemelha muito ao que vivemos: nossas emoções, muitas vezes, nos impedem de perceber a presença de Deus — mas, ainda assim, Ele continua a nos alcançar e ministrar ao nosso coração. Jesus estava ali — vivo, presente, próximo — mas Maria não conseguia vê-lo. A ressurreição nos revela uma verdade poderosa: Jesus nunca nos abandona, mesmo quando não conseguimos percebê-lo. Quando a dor for intensa e os dias se tornarem difíceis, lembre-se: o Senhor está ao seu lado — e isso não depende da su...

MESMO SEM SABERMOS COMO, DEUS ESTÁ AGINDO

  João 20.1-2,13 Quando Maria Madalena chegou ao sepulcro, carregava dor e perplexidade. Diante do túmulo vazio, sua declaração revelou o coração humano diante do inexplicável:  “Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram.” Do mesmo modo, os discípulos expressaram a mesma realidade. Mesmo após anos ao lado de Jesus, ainda não compreendiam plenamente o plano divino da ressurreição, -João 20.9. Essa falta de entendimento, porém, não impede a ação de Deus. Ainda que não compreendessem os mistérios da ressurreição, Jesus já havia ressuscitado — e isso fazia toda a diferença. Assim também acontece conosco. Em muitos momentos, nos encontramos sem respostas, sem direção e sem clareza. Ainda assim, Deus, por sua maravilhosa graça, continua operando, conduzindo-nos para que, no tempo certo, percebamos a manifestação plena de suas promessas em nossas vidas. A ressurreição nos ensina que, mesmo quando não entendemos, Deus já venceu aquilo que hoje nos causa dor. Por isso,...

A QUEM RECORRER?

“Ai do que estiver só…” – Eclesiastes 4:10 Uma das frases mais tristes da parábola do filho pródigo é: “ninguém lhe dava nada.” Não porque fosse odiado, mas porque era desconhecido. Estava sem conexões, sem vínculos, sem raízes. Como refletimos ao longo desta semana, a ausência de raízes nos relacionamentos é profundamente prejudicial. Ele estava em uma fazenda, mas não pertencia àquele lugar — porque presença não é pertencimento. Mesmo trabalhando e convivendo com pessoas, não havia laços verdadeiros com nenhuma delas. Esse foi o resultado de sua escolha de romper com suas conexões familiares. Em um momento tão difícil como o que enfrentava, ele precisava de relacionamentos profundos, de alguém que se importasse. Havia fome na terra, mas a maior escassez não era de alimento — era de pessoas ao seu lado. Agora, pare e reflita: E se fosse você em uma situação assim? Em um momento de dor, perda ou necessidade… quem estaria ao seu lado? A quem você recorreria? A verdade é simples e, ao me...

RAÍZES INTERNAS

“Quem é fiel no pouco…”  — Lucas 16:10 O filho pródigo perdeu tudo, não por falta de recursos, mas por falta de estrutura interna. Em meu livro, escrevi: o erro do filho pródigo foi acreditar que aquilo que tinha era suficiente para toda a vida. Apenas pessoas superficiais pensam assim. Quando se vive sem raízes internas, as decisões tornam-se impulsivas, as emoções assumem o controle e, geralmente, o futuro é ignorado. Aquilo que é raso não sustenta o que recebe. Considere a possibilidade de fincar raízes profundas em seu próprio coração. As disciplinas espirituais existem exatamente para isso. Não se cobre por começar com pouco; cresça de forma gradual. Assim, dia após dia, suas raízes internas se aprofundarão. Deus não confia grandes responsabilidades a quem não possui raízes para sustentá-las. É necessário desenvolver disciplina e uma estrutura adequada para suportar aquilo que Ele nos entrega. O segredo, na prática, está em ser fiel no pouco. Quando o apóstolo Paulo instruiu T...

RELACIONAMENTOS COM RAÍZES

“Há amigo mais chegado que um irmão.” – Provérbios 18:24 Os “amigos” do filho pródigo desapareceram na crise.  Por quê? Porque entre eles não havia raízes — havia apenas conveniência. Relacionamentos superficiais podem até sobreviver na festa, mas não resistem às estações difíceis. Eles são barulhentos na abundância, mas silenciosos na dor. O filho pródigo não foi abandonado. Ele apenas colheu o que vinha construindo desde que saiu de casa. Onde não há profundidade, não há permanência. Onde não há raízes, não há sustentação. Enquanto um relacionamento existe apenas por interesse ou conveniência, ele já carrega dentro de si a sua própria fragilidade. Mais cedo ou mais tarde… ele cede. Somente relacionamentos firmados em raízes profundas são capazes de perdurar. Muitas vezes, relações distantes geograficamente são mais enraizadas do que relações que convivem todos os dias. Porque proximidade física não garante profundidade emocional. O que sustenta um relacionamento não é a frequênci...

ESCOLHA PERMANECER

 “Permanecei em mim…” – João 15:4 O filho pródigo não saiu de casa por falta de recursos.  Ele saiu por falta de raízes. O tempo que viveu em família foi suficiente para aprender o valor dos vínculos, da convivência e da permanência. No entanto, não há evidências de que ele tenha permitido que essas raízes se formassem dentro de si. Quem não cria raízes, dificilmente aprende a permanecer. O caminho de quem vive assim quase sempre se repete: - cansa-se rápido, - desiste com facilidade, - foge dos processos que poderiam amadurecê-lo. Jesus foi claro ao dizer: “Permanecei em mim.” Porque Ele sabia — só aquilo que é profundo permanece. Na vida real, a decisão do filho pródigo se assemelha a uma planta: ela não morre no dia em que é arrancada… mas, a partir daquele momento, já começou a morrer. Quem desiste nas pequenas coisas, está treinando a si mesmo para desistir das grandes. Cada conversa evitada… cada confronto ignorado… cada vínculo negligenciado… Tudo isso vai formando, sil...