06 fevereiro 2026

ORE PELO QUE FICOU

 “Portanto, ore pelo resto que ficou.” (Isaías 37.4)


As perdas têm o poder de gerar profundo entristecimento, ferem a alma e silenciam o coração. No entanto, elas não podem — nem devem — roubar nossa atenção daquilo que ainda permanece para não correr o risco de negligenciar o que restou.
É uma ação sábia orar pelo que ficou.
O ciclo das perdas se prolonga quando damos pouca ou nenhuma atenção ao que permanece em nossas mãos. Muitas dores se aprofundam pela falta de cuidado com o que ainda está vivo, acessível e preservado pela graça de Deus. Orar pelo resto que ficou não é só resignação — é discernimento espiritual.
Podemos chorar pelo que se foi, e isso é humano. Mas somos chamados a nos alegrar ainda mais pelo que ficou. A isso chamamos de contentamento: A CAPACIDADE DE ADORAR A DEUS APESAR DAS PERDAS.
Jó expressou isso com maturidade espiritual quando declarou:
“O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor.”
Ele perdeu bens, saúde e filhos, mas não perdeu o que era mais precioso: sua capacidade de adorar apesar das perdas. Sua fé não estava ancorada no que se foi, mas no Deus que permanecia.
Diante disso, uma decisão se impõe:
Eu devo orar e agradecer pelo que ficou.
Eu devo orar e abençoar o que ficou.
Eu devo orar e proteger o que ficou.
Ignorar o que resta pode gerar uma perda ainda maior do que aquela que já aconteceu. Não cuidar do que ficou é permitir que a dor continue.
Dar atenção ao que permanece é, em si, uma poderosa oração. Pois quando abençoamos o que ficou, Deus age sobre isso — e é nesse lugar de gratidão e zelo que o milagre da multiplicação acontece.
O que ficou não é pouco.
É semente.
E toda semente cuidada por Deus carrega dentro de si um futuro.

@joseniltonpinheiro12

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