11 julho 2008

QUANDO A CURA ESTÁ FORA DO TEMPLO


Pois nós não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido (Atos 4.20).

Os milagres mais impactantes não são aqueles que acontecem dentro do templo, mas fora dele porque abre portas para que o povo creia.

1. Como tudo começou. Tudo começou a partir da cura de um homem que desde nascença era coxo e que recebeu a cura na porta do templo, do lado de fora.
A pergunta que faço tendo este texto como base é: O que levou aquele homem a receber a cura?

          Sua persistência. Todos os dias punham à porta do templo dando a idéia de alguém que persistia em ser ajudado, ainda que pela esmola.

          Sua objetividade, foco. Ele ia pedir esmola. Estava à porta do templo, mas não entrava. Quem sabe tinha até ouvido falar de milagres, mas não era atraído pelos milagres. A razão de estar ali era apenas pedir esmola.
Quando se tem objetividade, quando não se muda de foco, até sem querer somos surpreendido por milagres. Diferente de um sem número de pessoas que entram e saem dos templos sem objetividade alguma, querendo receber milagres dentro do templo a lição daquele homem é: Tem que ter foco.
Será que alguém já o tinha convidado para entrar? Certamente! Mas ele não perdeu o seu foco e Deus viu nele objetividade e lhe presenteou com a cura.

          Sua expectativa. Não só persistência, não só objetividade, mas também expectativa de que iria conseguir aquilo para qual estava lá. “Esperando receber alguma coisa”.
Os que estavam dentro do templo ficaram pasmados por ver o homem saltando e glorificando a Deus pela cura. Estavam no templo, mas não tinham expectativas de que milagres poderiam acontecer...
A cura está fora do templo quando Deus encontra persistência, objetividade e expectativa no coração do ser que quer ser ajudado.

     A liberdade de um e a prisão de dois. Prisão versus liberdade. Pedro e João são usados por Deus para curar aquele homem e vão parar na cadeia por uma noite. É bem verdade que não foi apenas pela cura do homem que eles foram presos. Junta-se a isso o fato de que começaram a falar de Jesus, 12.
          Pedro não toma para si o poder da cura. 12-16
          Pedro prega o arrependimento e conversão. Cumpre o seu papel no mundo. 19-26. Pedro e João poderiam tomar a fama pra si, como fazem muitos pregadores, e pregar apenas cura, mas não. Eles cumpriram sua missão ainda que isso custasse uma noite na cadeia.

Conclusão:
1.    O que temos por essência para dar às pessoas é mais caro do que qualquer coisa que possamos dar em espécie. “O que temos, isto te damos”. Tempo, capacidade de perdoar, palavras de vida, serviço etc.
2.    É possível que haja no templo muita gente insensível às necessidades dos outros. Quase sempre, no templo, encontramos pessoas insensíveis às necessidades dos outros, pois a maioria busca seu próprio interesse.
3.    É possível que Deus encontre mais razões lá fora do que dentro do templo para operar milagres. Lá fora se encontra gente que persiste, gente objetiva, gente com capacidade de ser ajudada.
4.    A missão da igreja não pode ser substituída pelos sinais. Devem caminhar juntas!

Josenilton Pinheiro