26 fevereiro 2010

Três dinâmicas da vida cristã no discipulado




Três dinâmicas da vida cristã no discipulado



Referência: Lc 9.57-62
E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores.
E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.
E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai.
Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus.
Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa. E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.
O texto apresenta três candidatos ao discipulado. Cada um deles com características específicas; “ilustram as necessidades que envolvem o seguir a Jesus”.
O primeiro é caracterizado por “um entusiasmo emocional que não considerou o custo de abandonar a segurança material” . O segundo é caracterizado por uma resposta condicionada, e o terceiro é caracterizado por uma incapacidade de discernir corretamente as prioridades da vida.
A primeira dinâmica da vida cristã no discipulado tem a ver com a disposição
“Muitos estão dispostos a seguir ao Senhor até que descobrem o que isso implica”. Em outras palavras, convém que os que seguem as pegadas do Mestre tenham disposição, mas é necessário discernir corretamente o que isso implica.
Sem o discernimento correto sobre o que implica seguir a Jesus a atitude de disposição torneou-se precipitação!
O conselho de Jesus foi: Antes de fazer-te um seguidor meu, considera o que vai te custar, calcule o custo, saiba quais os sacrifícios que estão envolvidos.
Considere:
1. Nossa aparente instabilidade reflete no próximo a indisposição para o discipulado de Cristo; “as aves do céu tem...”
2. As pessoas na sua maioria não entendem o que significa seguir a Jesus.
3. Seguir a Jesus implica num estilo de vida absolutamente diferente.
A segunda dinâmica da vida no discipulado tem a ver com condição
A maioria de nós apresenta características de disposição, todavia com a mesma medida, condicionamos nossa disposição de segui-Lo. “Senhor, deixa que primeiro eu vá enterrar meu pai”.
1. Pare de condicionar a si mesmo no caminho do discipulado. Condições familiares, financeiras, relacionais etc.
A terceira dinâmica da vida cristã no discipulado tem a ver com aptidão
“Deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa”.
É apto para seguir Jesus e entrar no Reino de Deus aquele que aprende a discernir bem as prioridades da vida.
Reflita


Pastor Josenilton
Notas:
1 - A bíblia de estudo plenitude; notas de rodapé
2 - A bíblia de estudo plenitude; 641


23 fevereiro 2010

Eu não posso viver bem sem pai!

Referência bíblica necessária: Lucas. 15.11-32


Quando trabalhamos este tema de Lucas 15 temos a tendência de pensar somente nos novos que representam os filhos pródigos arrependidos que se voltam para o seu Pai. Porém, todos nós precisamos ser consolidados e motivados a ser filhos fieis.
Quando aprendemos a ser filhos fieis temos uma sintonia fina com o Espírito Santo e passamos a discernir todas as situações. Por mais difíceis que pareçam ser.
Esta marca estava presente na vida e ministério de Jesus que deixou dentre outras uma grande lição:
Na vida do espírito a gente sabe falar, mas também aprende ouvir.
No seu discurso Jesus fala sobre três temas:
Primeiro: De um aprisco incompleto. No momento em que se perde uma a atenção não está nas noventa e nove, mas na que se perdeu.
Segundo: A mulher que perde uma drácma. Se faltar uma o testemunho está incompleto.
Terceiro: Ele fala da parábola da família. Esta parábola fala dos tipos de comportamentos que os filhos legítimos têm que ter na casa se seu pai.
Um comportamento que não seja autônomo. Este foi o comportamento do filho mais novo que quis a herança de seu pai. Querer a herança antes do tempo é desejar a morte do pai. Nossas vontades precisam estar em harmonia com os propósitos de Deus. Pedir a herança antes do tempo é querer que o meu desejo, que as minhas razões ou paixões prevaleçam. Existem filhos que apresentam as razões mais complexas possíveis; outros são pegos por paixões inexplicáveis, por isso deixam não só a casa do pai, mas também se entregam a aspirações perigosas. Ele abandonou uma paternidade e abandonar uma paternidade é o mesmo que dizer: Eu posso viver sem pai.
Um comportamento que não seja esbanjador. Gastou tudo dissolutamente, ou seja: Administrou mal. Isso se aplica muito bem na vida daqueles que tem recebido tanto, mas não aplicam de maneira correta. Você e eu temos recebido heranças neste tempo da graça que precisam ser aplicadas para o progresso do Reino de nosso Pai.
Todos os filhos que não sabem ser filhos encontrarão regiões de fome. A inexperiência pode nos levar a atos desprovidos da graça. Bolotas é salário do pecado.
Um comportamento onde o trabalho não seja mais importante que o amor (25-28).
Todos aqueles que têm marcas na alma tem problemas de honra.
Um comportamento que não seja legalista. O legalista é cego para o amor. O legalista diz: “Eu nunca quebrei um só dos teus mandamentos”(29). Ele não sabia ser filho, não sabia seu direito de herança. Por causa de um cabrito ele se excluiu de entrar na sua própria casa.
Quais são os cabritinhos que estão te tirando a alegria da celebração? Esse filho mais velho tinha ainda um sentimento de desvalor misturado com zelo.
Nossos discípulos precisam nos ver como pai.
A paternidade não se tira.
Pai é pai.
Você não ouve falar de um ex-pai.
Conclusão:
Entenda que a honra está em ser filho, nada mais nada menos;
Veja-se à luz da parábola. Você é como o filho mais novo, como o filho mais velho ou se parece mais com o pai?

Eu Jó, um pai, que já perdeu o pai e que tem um Pai.
 Josenilton Pinheiro