22 outubro 2009

O PODER DO ENSINO LIBERTADOR


Dirigiram-se para Carfanaum e, assim que chegou o sábado, tendo entrado na sinagoga, Jesus passou a ensinar. E todos ficavam maravilhados com o seu ensino, pois lhes ministrava como alguém que possui autoridade e não como os mestres da lei. Mas, naquele exato momento, levantou-se na sinagoga um homem possuído de um espírito imundo, que vociferava: “O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nossa destruição? Conheço a ti, sei quem tu és: o Santo de Deus!”.  Mas Jesus o repreendeu severamente: “Fica quieto e sai dele!”. Então, o espírito imundo, sacudindo aquele homem violentamente e gritando com poderosa voz, saiu dele. Todos ficaram atônitos e assustados perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Novo ensinamento, e vejam quanta autoridade! Aos espíritos imundos Ele dá ordens, e eles prontamente lhe obedecem!”.  Assim, rapidamente as notícias sobre a sua pessoa se espalharam em várias direções e por toda a região da Galiléia. (Mc 1.21-28)

O ministério terreno de Jesus foi marcado pela proclamação, ensino e libertação. Ele proclamou as boas novas do Evangelho, ensinou os princípios do Reino de Deus e libertou cativos.
O ensino da Palavra sob a unção de Deus gera libertação.
“Jesus era conhecido como mestre ou Rabi, que quer dizer instrutor ou professor. O ministério de Jesus foi marcado pela importante missão de ensinar, pois percorria todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, no templo, no monte, até num barco, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades”. (Pastor Alcione Alves, www.wnsinodominical.com.br)
“O QUE É ENSINAR. “Ensinar”, segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, é “repassar (a alguém) ensinamentos sobre (algo) ou sobre como fazer (algo); doutrinar, lecionar”; “transmitir experiência prática a; instruir (alguém) por meio de exemplos”; “tornar (algo) conhecido, familiar (a alguém); fazer ficar sabendo”; “dar lições a; instruir”; “mostrar (a alguém) as conseqüências ruins de seus atos”; “mostrar com precisão; indicar”. A palavra vem do latim “insigno”, cujo significado é “’pôr uma marca, distinguir, assinalar”.( plenitudedivina.wordpress).
Ensino, Aprendizado, Instrução, Formação, Direção, Desenvolvimento.

Jesus ensinava por parábolas. Mc 4.2
O que Jesus falou sobre o ensino dos escribas. Mc 12.38-40
Os que ensinam na igreja devem se dedicar ao ensino. Rm 12.7
Tudo o que foi escrito foi escrito para nosso ensino. Rm 15.4
A tríplice recomendação do apóstolo Paulo a Timóteo. 1 Tm 4.13: Leitura, exortação e ensino.
Recomendações referente aos que lidam com a pregação e o ensino. (1 Tm 5.17)

O objetivo do ensino não é causar boa impressão, mas transformação. Parece que as pessoas presentes na sinagoga gostavam da boa oratória a ponto de elogiar o estilo de pregação de Jesus.
Não importa o quanto o orador seja eloqüente, o mais importante é que suas palavras promovam mudanças e edificação para os ouvintes.
Não fique admirado, impressionado com as coisas que você ouve. Constate se essas palavras vêm de Deus e transforme a sua vida com essas palavras.
Cuidado com o tipo de comparação que você faz entre um pregador e outro. Não permita que sua preferência te faça resistente a qualquer outro tipo de expressão.
Se os que te ensinam parecem com os escribas, cuidado. Busque o ensino de Jesus.

O ensino que não promove transformação deve ser abandonado. Ficaram impressionados, maravilhados da sua doutrina, mas será que o ensino fez efeito neles?
Antes de abandonar considere o seguinte:
O ensino não está promovendo transformação na sua vida porque quem ensina não te proporciona isso ou porque você não tem se interessado o suficiente?
Até que ponto você não é resistente àquele que te ensina? Resistir à pessoa que ensina cria uma barreira/ fortaleza entre você e ela.
Sua resistência pode ser resultante de uma influência maligna... Cuidado, portanto com o que diz.

O efeito do ensino de Jesus:
Os que estavam presentes ficaram maravilhados, mas o espírito imundo resistiu e se opôs ao ensino do Mestre. Pôs-se contrário à verdade que estava sendo ensinada.
O problema é que muitas pessoas não querem aprender, não querem ser instruídas, formadas, educadas... Porque estão influenciadas por demônios.
O espírito imundo que gera resistência sabe que vai ser “destruído”.

Vivemos hoje uma grande resistência ao ensino
Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. (2 Tm 4.1-4).


Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição (2 Pedro 2.1).

QUAIS SÃO AS RESISTÊNCIAS QUE DEVEM SER DESTRUÍDAS PARA QUE O ENSINO DE JESUS TENHA EFEITO EM SUA VIDA:

A desobediência ao que Jesus ensinou. Mt. 28.19
Falta de interesse.
Orgulho pessoal.
Preguiça.
Falta de compromisso.
Dificuldades de receber o novo.
ASPECTOS GERAIS SOBRE O PODER DO ENSINO LIBERTADOR

O conhecimento da verdade liberta (João 8.32).
A exposição da palavra traz luz (Sl 119.130).
Até os juízes da terra são chamados à instrução (Sl 2.10).
Os que não aceitam a instrução são comparados a cavalos e mulas que precisam de cabresto (Sl 32,8,9).
O efeito da instrução para a vida (Pv. 22.6).
A supremacia da instrução sobre o falar em línguas (1 Cor 14.19)
A influência do diabo sobre os que não querem ser instruídos. (2 Tm 2.24-26).
A influência da instrução
da Palavra de Deus (2 Tm 3.16,17).
Conclusão.
Considerando que o ministério de ensino foi valorizado por Jesus tome a decisão de aprender dele sempre. “aprendei de mim” (Mt 11.29).
Estabeleça a meta de ler e estudar a Palavra de Deus diariamente. Aristóteles disse: “Somos o que fazemos dia a dia. De modo que a excelência não é um ato, mas um hábito”.
Comprometa-se com aqueles que ensinam: Torne-se um discípulo.
À medida que você aprende, comprometa-se a repassar o que aprendeu.

Josenilton Pinheiro





05 outubro 2009

Eu Pedro, te neguei Jesus


Acredito que nenhum de nós conceberia a idéia de que Pedro tenha planejado negar a Jesus. Diferente de Judas que arquitetou todo um plano para traí-Lo. O estilo de vida de Pedro, seu modo de ser e agir na caminhada com o Mestre aponta para um homem carregado de humanidade. Quem sabe se não foi essa a razão de ele ter negado a Jesus!
A verdade é que espiritualizamos tanto a caminhada cristã que, muitas vezes, nos esquecemos da nossa humanidade. Não digo isso para reforçar a idéia de que “errar é humano”, mas enfocar o fato de que nossos erros e absurdos refletem a nossa humanidade caída (Rm 3.23).
Longe de fazer especulações sobre o comportamento de um homem que caminhou lado a lado com Jesus, gostaria de citar apenas três razões que percebo serem as que levaram Pedro a negar a Jesus.
Primeiro. Sua confiança demasiada nas afirmações que fazia. Quando os discípulos foram interrogados por Jesus sobre o que os homens diziam ser Ele responderam: Uns, João Batista, outros Elias, e, outros Jeremias ou um dos profetas. Foi então que Jesus perguntou: E vós, quem dizeis que eu sou? Pedro responde afirmativamente: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.13-16).
Essa não foi uma confissão precipitada uma vez que a revelação de quem era Jesus foi uma revelação vinda do Pai (Mt 16.17), mas observe que assim que Jesus disse que convinha “padecer, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia” (21), Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso (22). Pedro foi severamente repreendido por Jesus por ter feito essa afirmação.
Foi Pedro também que afirmou: “Por ti darei a minha vida” (Jo 13.37). Essa afirmação foi o prelúdio para o cantar do galo.
Segundo. Suas ações precipitadas. Vendo Jesus caminhar sobre as águas os discípulos pasmaram de medo pensando ser um fantasma. Foi aí que Jesus disse “sou eu, não temais”. E Pedro disse: “Se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas”. E não é que deu certo? Ops! Deu certo até ele começar a fundar e entender que sua ação deveria ser movida por fé e não por medo nem gritos.
Foi com a mesma precipitação que Pedro puxou sua espada e “feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha” (Jo 18.10).
Terceiro. Pedro não respondeu à sua consciência. Quando esteve assentado junto ao fogo e foi visto por uma criada enquanto Jesus estava nas mãos dos salteadores, ele negou dizendo: “Mulher, não o conheço” (Lucas 22.57). Pouco tempo depois ele mais uma vez nega dizendo: “Homem, não sou” (58), e passada quase uma hora ele nega dizendo: “Homem, não sei o que dizes” (60).
Estando ele ainda a falar, cantou o galo e foi aí que Jesus olhou para ele, e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe havia dito: “Antes que o galo cante hoje, me negarás três vezes” (61). Pedro sai e chora amargamente.
Das três vezes que foi indagado ser um seguidor de Jesus, Pedro viola sua própria consciência negando, negando e negando.
Concluo que devo zelar para que não sejam precipitadas as minhas afirmações, por mais verdadeiras e convincentes que sejam, que minhas ações devem ser movidas por fé e não por medos e gritos, por mais assustador que possa ser a situação. E por fim, nunca, nunca e nunca violar minha própria consciência pra que eu não me torne um eu Pedro, te neguei Jesus.
Josenilton Pinheiro

04 outubro 2009

Meu silêncio



Meu silêncio é vago
Mas suficiente pra entender o teu amor
Meu silêncio é minha oração
É minha entrega, meu desespero
Mas suficiente pra entender o teu amor
Meu silêncio é vago
Mas suficiente pra entender a tua voz
Meu silencio e minha oração se confunde
Numa entrega e num desespero cruel
Mas suficiente pra entender a tua voz
Meu silêncio é vago
Mas suficiente pra entender tua graça
E por tua graça, preciosa graça
Eu vivo, eu oro, eu me entrego
Eu me desespero
Mas mesmo assim
Meu silêncio é gracioso!

Josenilton Pinheiro