27 setembro 2011

Pra lá de Sião

Jesus,
estou ficando velho
em ver teu evangelho
pelas mãos de uns poucos
que se diz teu povo
e que não vivem em suma
o que a Bíblia diz!
Jesus,
estou angustiado
ao ver que o pecado
que percorre as ruas
penetrou em templos
assentou-se em púlpitos
fez o que bem quis.
Antes que a chama se apague
antes que a luz escureça
antes que o grito se cale
antes que eu perca a a cabeça
Vem por clemência
tomar providência
porque minha fé tá pra lá de

Sião.


Músico José Carlos

22 setembro 2011

Ensinar


Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?
                                                                                                                          Apóstolo Paulo- Romanos 2.21

“A tarefa que nos é proposta não é a de ensinar o aprendido, mas de mostrar o vivido”.
                                                                                                                                   Vladimir Pérez Ramírez

O excesso de informações pode até levar alguém a aprender alguma coisa, mas não existe pelo menos na vivencia cristã, outra forma mais eficiente que a do modelo. Do exemplo.
Ensinar não é repassar informações. É cutucar a mente do aprendiz para que reaja às infinitas formas de aprendizado.
Ensinar não é imposição mordaz. É promover o crescimento de dentro pra fora.
Quando “ensinamos” apenas o que aprendemos, repassamos aos nossos alunos meras informações.
Quando mostramos o que aprendemos, vivendo o que aprendemos, aí sim, repassamos com eficácia a essência do ensino.
Minha oração é que eu aprenda a ensinar a mim mesmo, para então de modo exemplar, poder ensinar a outros.


Josenilton Rosa Pinheiro.

03 setembro 2011

Amigos como lembranças de nossa verdade


Revendo minhas anotações achei este texto que compartilhei com minha equipe num daqueles tempos!

 “Algumas vezes nossa tristeza nos sucumbe de tal modo que já não podemos acreditar na alegria. A vida parece uma taça transbordante de guerra, violência, rejeição solidão, e decepções infinitas.
Em tempos como esses, precisamos de nossos amigos para nos lembrar de que uvas esmagadas produzem um vinho delicioso. Pode ser difícil para nós acreditar que qualquer alegria possa advir de nossa tristeza, mas quando começamos a dar passos na direção dos conselhos de nossos amigos, mesmo quando não conseguimos sentir a verdade daquilo que dizem, a alegria que parecia perdida pode ser encontrada novamente e nossa tristeza se tornar tolerável” (Henri Nouwen – Pão para o caminho).
Minha tentativa de ter uma palavra para compartilhar com você essa semana deu certo. Mesmo sabendo que “minha alma está triste até a morte” (Marcos 14.34) não poderia deixar de recorrer e de me refugiar com aqueles que Deus colocou em minha história de vida sinalizando que são amigos profetas e também discípulos.
Amigos que sabem entender minha humanidade. Que sabem discernir bem que dos erros e tropeços que cometo, em sua maioria é na tentativa de acertar, de construir caminhos limpos para que meus amigos passem seguros.
Sabedor de que “Aquele que começou em nós a boa obra, vai completar até o fim” nunca deixarei de compartilhar com os meus amigos minhas alegrias e tristezas.
Escolhi duas coisas para compartilhar com você nessa semana: Uma é a música do Diante do Trono, Deus de amor (Letra abaixo) e a segunda coisa é frase ideal para esse momento: “Não é o que fazem conosco, mas o que fazemos com o que fazem conosco”.

Josenilton Rosa Pinheiro

O Bartimeu do século XXI


Lucas 18.35-43


Em rápidas palavras. Se eu pudesse descrever o Bartimeu deste século diria que é aquele que necessita urgentemente do auxilio gracioso de Jesus. Mas o que dizer de fato sobre ele? Bem, o Bartimeu do século XXI é aquele que está cego e que não vê a manifestação do Reino de Deus.
Mesmo não enxergando, o que Bartimeu ouviu foi suficiente pra que ele entendesse ser Jesus a maior manifestação visível do Reino de Deus; que o que Jesus era representava o Reino de Deus; que o que Jesus fez representava o Reino de Deus; e que a presença Dele representava a presença do Reino de Deus na terra.
Pena que muitos ainda estão cegos para a aceitação do Filho de Deus. “veio para o que era seu, mas os seus não o receberam...” João 1.11.
O que está cego e não vê a manifestação do Reino de Deus vive em cegueira espiritual. Um estado causado pelo “deus deste século que tem cegado o entendimento dos incrédulos para que não lhe resplandeça a luz do evangelho” 2 Coríntios 4.4.
O que está cego e não vê a manifestação do Reino de Deus vive em escuridão. “O caminho dos ímpios é a escuridão, não sabem eles em que tropeçam” Provérbios 4.19
O cego espiritual está impossibilitado de ver o que Deus fez e faz. Está impossibilitado de discernir os verdadeiros valores da vida.
O Bartimeu do século XXI é aquele que está assentado junto ao caminho.
O Bartimeu do século XXI é aquele que está mendigando.
Características de quem é cego espiritualmente:
Habilidades em potencial que todo cristão tem

Fala de conformismo. Comodismo. Estado daquele que se conforma com a situação de vida e não tem ação pra nada.
Posição inadequada para quem precisa de um milagre. Ele precisou se levantar para que enxergasse (40).
Assentado junto ao caminho é uma postura contrária ao lugar. O caminho é para caminhar e não pra se assentar, salvo para retomar as energias e continuar andando.
Ação contemplativa. Apesar de não enxergar, Bartimeu tinha acesso, informação das coisas que aconteciam. “ouvindo passar a multidão, perguntou, pois que era aquilo” (36).
Infelizmente, muitos crentes estão paralisados numa ação contemplativa. Estão sentados nos caminhos da vida contemplando aqueles que fazem, que agem, que trabalham, que criam, que mudam, que constroem, que contribuem... Vivem contemplando os sonhos dos outros.
Muitos estão nas arquibancadas da vida, outros criam o espetáculo. Destes dois, quem é você?
A cegueira de Bartimeu reflete nossas debilidades, nossos limites.
Frente a esses limites muitos dão a volta por cima e crescem. Outros lamentam.
Muitos crescem com as suas outras faculdades, habilidades. Outros, como Bartimeu, se entregam à miséria, à mendicância.
Não tem iniciativa própria.
Vive confinado nos limites que tem. Não age, não avança.
Depende dos outros para sua própria subsistência.
Capacidade auditiva. “ouvindo passar”. Muito do que somos é reflexo do que ouvimos.
O que você ouve determina sua fé ou incredulidade.
O que você ouve determina sua ação ou inércia.
O que você ouve determina sua vitória ou derrota.
O que você ouve determina sua vida ou morte.
O que você ouve determina seu milagre ou não.
O que você ouve te levanta ou te deixa prostrado.
‘a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo” (Romanos 10.17).
Capacidade da fala. “perguntou”. Grandes milagres começam com perguntas bem elaboradas:
“perguntou o que era aquilo” 36
A multiplicação dos pães e peixes começou com uma pergunta: “Quantos pães tendes?” (Mateus 15.34).
A grande pescaria começou com a pergunta: “Filhos, não tendes o que comer?” (Jo 21.5).
O homem da mão atrofiada recebeu o milagre a partir da pergunta: “É licito no sábado fazer o bem, ou fazer o mal? Salvar a vida ou matar”? (Marcos 2.4).
A cura do cego de nascença começou com a pergunta: “Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? (João 9.20). A grande lição: Não morra com dúvidas, pergunte!
Capacidade do grito. “se pôs a clamar”. Tem milagre que você só consegue no grito! No grego a palavra é “krazõ” e significa gritar, chamada, palavra de comando.
Capacidade de superação. “clamava ainda mais”. Quando alguém ou uma situação quiser te fazer parar, grite.
Gritos de júbilo. Gritos que expressam alegria e gratidão pelo que Deus fez.
Gritos de guerra. Gritos de ataque contra o inimigo e suas armadilhas.
Gritos e vitória. Brados pelas conquistas nas guerras.
O grito que atrai o milagre está fundamentado na misericórdia de Deus e não na sua necessidade: “tem misericórdia de mim”. É um grito certeiro. Um grito que sabe o que quer. Não é um grito a toa, mas objetivo: “Senhor, que eu veja”.
Se você se sente um Bartimeu dê seus gritos de milagres.


Josenilton Rosa Pinheiro.