29 setembro 2010

Soneto do filho pródigo


Soneto do filho pródigo




Silêncio da alma desperta a dor
Sinal no horizonte saudade dá
Por que viver neste triste labor
Se o pai que me espera lado de lá

Triste e saudoso espera me ver?
De volta pra o lar arrependido
Seus braços abertos, pra socorrer
Filho, servo... Serei recebido

Com trajes de festa celebração,
Com pés calçados e anel na mão.
Venham, comamos, o filho voltou!


Reviveu quem estava morrendo!
O meu filho eu estava perdendo!
Pródigo do lar, ao lar retornou.


Josenilton Pinheiro

DISQUE 100

15 setembro 2010

Viver


Viver é equilibrar o nascer e o morrer,
O plantar e o colher,
É equilibrar a morte e a cura.
É reconstruir depois da demolição.
Viver é equilibrar o peito entre o choro e o riso,
Entre o pranto e a celebração tão necessária.
Viver é espalhar pedras e juntá-las novamente.
É o equilíbrio entre o abraçar e o afastar-se de abraçar,
É equilibrar a busca e a perda que sempre acontece,
É guardar e desaparecer em equilíbrio.
Viver é rasgar, é coser.
Viver é equilibrar a voz e o silêncio,
O amor e o ódio,
Viver é o equilíbrio entre a guerra e a paz.
Viver é se equilibrar no chamado tempo!

Josenilton Pinheiro
Inspirado em Eclesiastes 3