03 novembro 2009

Cinco benefícios da fé



Referência bíblica necessária: Marcos. 7.24-30

Então, partiu Jesus daquele lugar e foi para os arredores de Tiro e de Sidom. Entrou em uma casa e desejava que ninguém o soubesse; porém, não foi possível manter sua presença em segredo.
De fato, assim que ouviu falar sobre Ele, certa mulher, cuja filha pequena estava com um espírito imundo, chegou e atirou-se aos seus pés
A mulher era grega, de origem siro-fenícia, e implorava a Jesus que expulsasse de sua filha, o demônio.
Mas Jesus lhe explicou: “Deixa primeiro que os filhos se alimentem até ficarem satisfeitos; pois não é justo tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”.
Ao que replicou-lhe a mulher: “Sim, Senhor, mas até os filhotes dos cães, debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças!”.
Então Ele lhe declarou: “Por causa dessa tua resposta, podes ir em paz; o demônio já saiu de tua filhinha”. 
Ao retornar ela para sua casa encontrou a criança jogada sobre a cama, pois o demônio a
havia abandonado.

INTRODUÇÃO:
“Era-lhe impossível permanecer oculto, mesmo que tenha entrado e ficado por algum tempo numa casa da região. Bem logo uma mulher da região, que urgentemente precisava do seu auxílio, ouviu dele. Mesmo que fosse grega, uma siro-fenícia de nascimento, havia conseguido noção das esperanças  e expectativas  dos   judeus,  e pessoalmente  chegara  à conclusão que  este homem era o Senhor, o Messias, que fora prometido ao povo judeu. Na ocasião sua filhinha tinha um espírito impuro ou mau, estando endemoninhada, e a mãe resolveu apelar a Cristo por socorro.
A essência da confiança certa é estar certo da identidade de Jesus como sendo o verdadeiro amparo em qualquer aflição,  é confiar em sua boa vontade para socorrer,  e de em qualquer necessidade pedir só a ele assistência e atendimento. Ela chegou a Jesus, e prostrou-se aos seus pés na atitude de apelo reverente.  Rogou-lhe para ter compaixão de sua filhinha, e de sarar a criança de sua terrível aflição.

O texto bíblico de Hebreus 11.6 diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam”. Esse texto mostra que há recompensas para quem exerce fé.

A FÉ NOS LEVA A JESUS. Jesus havia entrado numa casa e não queria que ninguém soubesse de sua estadia ali, mas esta mulher ouviu falar dele e foi até Jesus pela fé.
Por que Jesus entra numa casa e não quer que ninguém saiba? Se as pessoas soubessem que Ele ali estava,  iriam procurá-lo movidos apenas por interesse em resolver os seus problemas. Curiosamente, Jesus não veio para resolver os problemas dos homens. Jesus veio para resolver os homens e então resolver os seus problemas, a propósito, muitos que já tiveram seus problemas resolvidos por Jesus, continuam não resolvidos.
Pensemos, por exemplo, na ressurreição de Lázaro. Entendemos “que Lázaro era um homem de maior, com debilidades, mau caráter, com maus pensamentos, ira, rancor, ódio etc. Quando morreu, foi sepultado com todos esses pecados, e quando foi ressuscitado, se levantou com os mesmos pecados. Não houve nenhuma mudança nele, só um grande milagre. Jesus morreu com todos os pecados da humanidade, mas quando ressuscitou nenhum só pecado se levantou com Ele”.
Os profetas do Antigo Testamento anunciaram a vinda do Messias e o porquê de sua vinda.
O anuncio do seu nascimento fala de sua missão: “salvar o seu povo dos seus pecados”

A FÉ NOS LEVA A INTERCEDER. Senhor tem compaixão. O pedido que não era pra si, mas pra sua filha. Ela implorava a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio.
Há coisas que a capacidade dos pais não resolve.
Há coisas que o recurso dos pais não resolve. Esse é o lado da mãe que foi em busca de ajuda para sua filha.
No entanto existem situações que os filhos são submetidos, quer por escolhas pessoais, quer por circunstâncias externas, que não conseguem por si mesmos saírem, se libertarem.
No caso da menina, qualquer esforço dela ou de sua mãe para libertá-la não foi suficiente. Somente depois da intercessão e com a intervenção de Jesus é que ela foi completamente liberta.
Sabe qual é a grande lição aqui? Interceda, interceda...



A FÉ NOS APROXIMA MAIS DE JESUS. A expressão “atirou-se aos seus pés” indica que ela foi e adorou.
Quanto mais perto de Jesus, mais adoração.
Quando mais perto de Jesus, mais reconhecimento.
Quanto mais perto de Jesus, mais entrega.
Quanto mais perto de Jesus, mais das necessidades dos outros e menos das nós mesmos.
Quanto mais perto de Jesus, mais dependência Dele.
Quanto mais perto de Jesus, mais capacidade de dar.

A FÉ NOS LEVA A PERSEVERAR NA HORA DA PROVA. “não é justo tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”. 
O que mais falta àqueles que confessam crer em Jesus é a perseverança na hora da prova.
Esse quadro nos ensina que quanto mais duras as palavras que ouvimos, mais oportunidades temos de perseverar.
Quanto mais difícil e chata a situação que a gente viva, mais oportunidades temos de perseverar.
Toda vez que você pensa em desistir é exatamente a hora da sua prova.
Quanto mais árdua for sua situação, esta é a oportunidade que você tem de perseverar.
Sua não perseverança é igual a sua falta de fé.

A que conclusão, pois, chegamos diante desses fatos? Se Deus é por nós, quem será contra nós?Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos concederá juntamente com Ele, gratuitamente, todas as demais coisas?
Quem poderá trazer alguma acusação sobre os escolhidos de Deus? É Deus
quem os justifica! Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, Ele ressuscitou dentre os mortos e está à direita de Deus, e também intercede a nosso favor. Quem nos separará  do amor  de Cristo? Será a tribulação, ou ansiedade, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
Como está escrito:  “Por amor de ti somos entregues à morte todos os dias;
fomos considerados como ovelhas para o matadouro” . Contudo, em todas as coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Portanto, estou seguro de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos afastar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Rom 8.31-39.

A FÉ NOS LEVA A VITÓRIA. A vitória da mulher foi consolidada de acordo com a declaração que ela fez (28). Foi um milagre realizado à distância. Não houve qualquer ordem vocal por parte de Cristo.

Josenilton Pinheiro




22 outubro 2009

O PODER DO ENSINO LIBERTADOR


Dirigiram-se para Carfanaum e, assim que chegou o sábado, tendo entrado na sinagoga, Jesus passou a ensinar. E todos ficavam maravilhados com o seu ensino, pois lhes ministrava como alguém que possui autoridade e não como os mestres da lei. Mas, naquele exato momento, levantou-se na sinagoga um homem possuído de um espírito imundo, que vociferava: “O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nossa destruição? Conheço a ti, sei quem tu és: o Santo de Deus!”.  Mas Jesus o repreendeu severamente: “Fica quieto e sai dele!”. Então, o espírito imundo, sacudindo aquele homem violentamente e gritando com poderosa voz, saiu dele. Todos ficaram atônitos e assustados perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Novo ensinamento, e vejam quanta autoridade! Aos espíritos imundos Ele dá ordens, e eles prontamente lhe obedecem!”.  Assim, rapidamente as notícias sobre a sua pessoa se espalharam em várias direções e por toda a região da Galiléia. (Mc 1.21-28)

O ministério terreno de Jesus foi marcado pela proclamação, ensino e libertação. Ele proclamou as boas novas do Evangelho, ensinou os princípios do Reino de Deus e libertou cativos.
O ensino da Palavra sob a unção de Deus gera libertação.
“Jesus era conhecido como mestre ou Rabi, que quer dizer instrutor ou professor. O ministério de Jesus foi marcado pela importante missão de ensinar, pois percorria todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, no templo, no monte, até num barco, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades”. (Pastor Alcione Alves, www.wnsinodominical.com.br)
“O QUE É ENSINAR. “Ensinar”, segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, é “repassar (a alguém) ensinamentos sobre (algo) ou sobre como fazer (algo); doutrinar, lecionar”; “transmitir experiência prática a; instruir (alguém) por meio de exemplos”; “tornar (algo) conhecido, familiar (a alguém); fazer ficar sabendo”; “dar lições a; instruir”; “mostrar (a alguém) as conseqüências ruins de seus atos”; “mostrar com precisão; indicar”. A palavra vem do latim “insigno”, cujo significado é “’pôr uma marca, distinguir, assinalar”.( plenitudedivina.wordpress).
Ensino, Aprendizado, Instrução, Formação, Direção, Desenvolvimento.

Jesus ensinava por parábolas. Mc 4.2
O que Jesus falou sobre o ensino dos escribas. Mc 12.38-40
Os que ensinam na igreja devem se dedicar ao ensino. Rm 12.7
Tudo o que foi escrito foi escrito para nosso ensino. Rm 15.4
A tríplice recomendação do apóstolo Paulo a Timóteo. 1 Tm 4.13: Leitura, exortação e ensino.
Recomendações referente aos que lidam com a pregação e o ensino. (1 Tm 5.17)

O objetivo do ensino não é causar boa impressão, mas transformação. Parece que as pessoas presentes na sinagoga gostavam da boa oratória a ponto de elogiar o estilo de pregação de Jesus.
Não importa o quanto o orador seja eloqüente, o mais importante é que suas palavras promovam mudanças e edificação para os ouvintes.
Não fique admirado, impressionado com as coisas que você ouve. Constate se essas palavras vêm de Deus e transforme a sua vida com essas palavras.
Cuidado com o tipo de comparação que você faz entre um pregador e outro. Não permita que sua preferência te faça resistente a qualquer outro tipo de expressão.
Se os que te ensinam parecem com os escribas, cuidado. Busque o ensino de Jesus.

O ensino que não promove transformação deve ser abandonado. Ficaram impressionados, maravilhados da sua doutrina, mas será que o ensino fez efeito neles?
Antes de abandonar considere o seguinte:
O ensino não está promovendo transformação na sua vida porque quem ensina não te proporciona isso ou porque você não tem se interessado o suficiente?
Até que ponto você não é resistente àquele que te ensina? Resistir à pessoa que ensina cria uma barreira/ fortaleza entre você e ela.
Sua resistência pode ser resultante de uma influência maligna... Cuidado, portanto com o que diz.

O efeito do ensino de Jesus:
Os que estavam presentes ficaram maravilhados, mas o espírito imundo resistiu e se opôs ao ensino do Mestre. Pôs-se contrário à verdade que estava sendo ensinada.
O problema é que muitas pessoas não querem aprender, não querem ser instruídas, formadas, educadas... Porque estão influenciadas por demônios.
O espírito imundo que gera resistência sabe que vai ser “destruído”.

Vivemos hoje uma grande resistência ao ensino
Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. (2 Tm 4.1-4).


Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição (2 Pedro 2.1).

QUAIS SÃO AS RESISTÊNCIAS QUE DEVEM SER DESTRUÍDAS PARA QUE O ENSINO DE JESUS TENHA EFEITO EM SUA VIDA:

A desobediência ao que Jesus ensinou. Mt. 28.19
Falta de interesse.
Orgulho pessoal.
Preguiça.
Falta de compromisso.
Dificuldades de receber o novo.
ASPECTOS GERAIS SOBRE O PODER DO ENSINO LIBERTADOR

O conhecimento da verdade liberta (João 8.32).
A exposição da palavra traz luz (Sl 119.130).
Até os juízes da terra são chamados à instrução (Sl 2.10).
Os que não aceitam a instrução são comparados a cavalos e mulas que precisam de cabresto (Sl 32,8,9).
O efeito da instrução para a vida (Pv. 22.6).
A supremacia da instrução sobre o falar em línguas (1 Cor 14.19)
A influência do diabo sobre os que não querem ser instruídos. (2 Tm 2.24-26).
A influência da instrução
da Palavra de Deus (2 Tm 3.16,17).
Conclusão.
Considerando que o ministério de ensino foi valorizado por Jesus tome a decisão de aprender dele sempre. “aprendei de mim” (Mt 11.29).
Estabeleça a meta de ler e estudar a Palavra de Deus diariamente. Aristóteles disse: “Somos o que fazemos dia a dia. De modo que a excelência não é um ato, mas um hábito”.
Comprometa-se com aqueles que ensinam: Torne-se um discípulo.
À medida que você aprende, comprometa-se a repassar o que aprendeu.

Josenilton Pinheiro





05 outubro 2009

Eu Pedro, te neguei Jesus


Acredito que nenhum de nós conceberia a idéia de que Pedro tenha planejado negar a Jesus. Diferente de Judas que arquitetou todo um plano para traí-Lo. O estilo de vida de Pedro, seu modo de ser e agir na caminhada com o Mestre aponta para um homem carregado de humanidade. Quem sabe se não foi essa a razão de ele ter negado a Jesus!
A verdade é que espiritualizamos tanto a caminhada cristã que, muitas vezes, nos esquecemos da nossa humanidade. Não digo isso para reforçar a idéia de que “errar é humano”, mas enfocar o fato de que nossos erros e absurdos refletem a nossa humanidade caída (Rm 3.23).
Longe de fazer especulações sobre o comportamento de um homem que caminhou lado a lado com Jesus, gostaria de citar apenas três razões que percebo serem as que levaram Pedro a negar a Jesus.
Primeiro. Sua confiança demasiada nas afirmações que fazia. Quando os discípulos foram interrogados por Jesus sobre o que os homens diziam ser Ele responderam: Uns, João Batista, outros Elias, e, outros Jeremias ou um dos profetas. Foi então que Jesus perguntou: E vós, quem dizeis que eu sou? Pedro responde afirmativamente: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.13-16).
Essa não foi uma confissão precipitada uma vez que a revelação de quem era Jesus foi uma revelação vinda do Pai (Mt 16.17), mas observe que assim que Jesus disse que convinha “padecer, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia” (21), Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso (22). Pedro foi severamente repreendido por Jesus por ter feito essa afirmação.
Foi Pedro também que afirmou: “Por ti darei a minha vida” (Jo 13.37). Essa afirmação foi o prelúdio para o cantar do galo.
Segundo. Suas ações precipitadas. Vendo Jesus caminhar sobre as águas os discípulos pasmaram de medo pensando ser um fantasma. Foi aí que Jesus disse “sou eu, não temais”. E Pedro disse: “Se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas”. E não é que deu certo? Ops! Deu certo até ele começar a fundar e entender que sua ação deveria ser movida por fé e não por medo nem gritos.
Foi com a mesma precipitação que Pedro puxou sua espada e “feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha” (Jo 18.10).
Terceiro. Pedro não respondeu à sua consciência. Quando esteve assentado junto ao fogo e foi visto por uma criada enquanto Jesus estava nas mãos dos salteadores, ele negou dizendo: “Mulher, não o conheço” (Lucas 22.57). Pouco tempo depois ele mais uma vez nega dizendo: “Homem, não sou” (58), e passada quase uma hora ele nega dizendo: “Homem, não sei o que dizes” (60).
Estando ele ainda a falar, cantou o galo e foi aí que Jesus olhou para ele, e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe havia dito: “Antes que o galo cante hoje, me negarás três vezes” (61). Pedro sai e chora amargamente.
Das três vezes que foi indagado ser um seguidor de Jesus, Pedro viola sua própria consciência negando, negando e negando.
Concluo que devo zelar para que não sejam precipitadas as minhas afirmações, por mais verdadeiras e convincentes que sejam, que minhas ações devem ser movidas por fé e não por medos e gritos, por mais assustador que possa ser a situação. E por fim, nunca, nunca e nunca violar minha própria consciência pra que eu não me torne um eu Pedro, te neguei Jesus.
Josenilton Pinheiro

04 outubro 2009

Meu silêncio



Meu silêncio é vago
Mas suficiente pra entender o teu amor
Meu silêncio é minha oração
É minha entrega, meu desespero
Mas suficiente pra entender o teu amor
Meu silêncio é vago
Mas suficiente pra entender a tua voz
Meu silencio e minha oração se confunde
Numa entrega e num desespero cruel
Mas suficiente pra entender a tua voz
Meu silêncio é vago
Mas suficiente pra entender tua graça
E por tua graça, preciosa graça
Eu vivo, eu oro, eu me entrego
Eu me desespero
Mas mesmo assim
Meu silêncio é gracioso!

Josenilton Pinheiro

28 setembro 2009

NEM TUDO É O QUE PARECE SER


Leitura bíblica necessária: Josué 9.



“Você pode enganar a todos, algum tempo; a alguns, algum tempo; mas você não pode enganar a todos, todo o tempo”! Abraham Lincoln

Os versículos 1 e 2 apontam o aumento da guerra dos israelitas contra os seus inimigos. Desta vez esses inimigos se juntaram para pelejar contra Josué e contra Israel. Heteus, amorreus, cananeus, ferezeus, heveus e jebuseus se agrupam para a peleja contra Israel. Eles se ajuntaram para guerrear, pois sabiam das vitórias que Deus dera aos israelitas sobre seus inimigos.
Neste contexto aparece um povo com característica Laodicence. Refiro-me ao texto bíblico de apocalipse 3.14-22 quando Deus disse para a igreja em Laodicéia: “porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca”.
Os gibeonitas tinham essa característica horripilante e nojenta. Eles não se juntavam com os inimigos de Israel para lutarem juntos nem enfrentava Israel. Não era nem uma coisa nem outra.
“Cientes do que estava acontecendo e ia acontecer combinaram-se para enganar Josué por meio de hábil estratagema”.
Os falsos são assim. Sempre encontram pessoas para se associarem às suas falsidades.

OS GIBEONITAS USAM A MAIOR ARMA DA COVARDIA: A FALSIDADE
“Usaram de fingimento para defraudar Josué ao ponto de este fazer com eles um pacto que os deixaria viver”.
Fingiram-se embaixadores. O fingimento parece ser um dos males que mais assalta o ser humano. É um mal que muita gente recorre para se dar bem. Ex: Fingir que tudo está bem. Para esconder a real situação muita gente se esconde em uma aparência semelhante a de Laodicéia. “e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre e cego e nu” Ap. 3.17. Fingir que está entendendo. Para não passar por burro ou desinteressado muita gente finge entender e depois passa apuros. Fingir que é sincero para ganhar a confiança das pessoas. A bíblia diz em Sl. 101.7 que “o que usa de engano não permanecerá na casa do Senhor”. Fingir que gosta, que ama para conquistar o coração dos outros.

Usaram todos os artifícios para fazer a situação parecer verdadeira: Levaram sacos velhos e consertados sobre os jumentos; Odres velhos, rotos e consertados; Sandálias velhas e remendadas; Roupas velhas; Pão seco e borolento.

OS GIBEONITAS MENTIRAM DESCARADAMENTE.
Uma vez presos na falsidade, mentiram descaradamente para conseguir os seus intentos.
As características de quem é falso:
Fingimento,
Dissimulação, capa, camuflagem, disfarce.
Falsidade,
Aparência,
Hipocrisia, falsa devoção.


A MENTIRA TEM PERNAS CURTAS E SEUS DIAS ESTÃO CONTADOS.
Três dias depois. (16).
Três dias são suficientes para desmascarar um mentiroso. Ande três dias com uma pessoa e você descobrirá as suas particularidades que antes não via.
È chegado o momento onde cada um mostrará a sua verdadeira face.
É chegado o momento que cada um mostrará sua verdadeira intenção.
É chegado o momento que os filhos descobrirão seus pais verdadeiros.
Chegará o momento de provarmos se somos ou não verdadeiros discípulos.

A POSTURA DO LÍDER JOSUÉ E DA SUA TROPA.
Apesar de terem errado por não consultar a vontade de Deus (ler 14), depois de descobrirem toda a verdade eles Sustentaram a aliança. Sustentar a aliança quando está tudo bem é fácil, mas quando descobrimos que fomos enganados é outra coisa!

A SENTENÇA SOBRE OS FALSIFICADORES.
Josué com a sua tropa manteve firme a aliança feita com os gibeonitas mantendo-os vivos, porém estes não ficaram sem repreensão.
Foram amaldiçoados. (23). A sentença sobre todo aquele que usa de falsidade e mentira é a maldição. Tentaram ainda se justificar com uma conversa descabida (24).
Semelhante a figueira infrutífera. Mt. 21.18-22.
Semelhante aos vendilhões do templo. Mt. 21.12-17.
Semelhante a Ananias e Safira. At.5.

Conclusão: Abraham Lincoln disse: “Você pode enganar a todos, algum tempo; a alguns, algum tempo; mas você não pode enganar a todos, todo o tempo!”.

Como seria assistir um filme de sessenta minutos sobre a sua vida?
Hoje, se ouvirdes a voz do Senhor, não endureça o coração.
Se você tem usado de ardis fingimentos para esconder suas verdadeiras motivações das pessoas que você ama, se arrependa hoje.

Sonda-me ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho perverso e guia-me pelo caminho eterno. (Sl.139.24).

Josenilton Pinheiro

08 setembro 2009

ESTABELEÇA ALVOS E CONQUISTE




Os planos fracassam por falta de conselho, mas são bem sucedidos quando há muitos conselheiros - Provérbios  15.22

 “Alvo é uma declaração de como esperamos que as coisas sejam daqui a algum tempo. É uma declaração de fé a respeito do futuro. É a nossa resposta para aquilo que cremos que Deus quer que sejamos ou façamos”.
COMO OS ALVOS NOS AJUDAM
Os alvos nos ajudam psicologicamente. “Os alvos nos informam quanto já andamos e quanto ainda temos de andar”.Os alvos nos capacitam a desviar a mente daquilo que é negativo – as necessidades do presente – e focaliza-la no que é positivo - as possibilidades futuras.”
Os alvos nos ajudam socialmente. “Nenhum homem é uma ilha”. “É mais fácil nos relacionarmos intimamente com outros, quando trabalhamos em uma tarefa comum do que quando estabelecemos um relacionamento sem nenhuma finalidade”.
Os alvos nos ajudam espiritualmente. “Quando estabelecemos alvos somos intuitivamente levados a pensar que se Deus não estiver na frente vamos ficar no meio do caminho”.
COMO ESTABELECER ALVOS
Existe uma diferença entre alvos e propósitos. Os propósitos são os grandes desígnios em direção aos quais nos movemos. Os alvos são as particularidades daquilo que queremos realizar.
Compreenda seu propósito. O que deseja que aconteça? O que gostaria de fazer ou tornar-se?
Visualize a situação. Faça um levantamento de como as coisas estão e focalize-se naquilo que você espera que aconteça.
Estabeleça alvos imediatos.
Cite os passos específicos que planeja dar em direção aos alvos.
Separe tempo para orar pelos seus propósitos.
Conclusão:
Para pensar:
“Se mudarmos nossos alvos, mudaremos nossas vidas”.
“Quando as pessoas possuem objetivos, conseguem superar as confusões e os conflitos devido a valores incompatíveis, desejos contraditórios e relacionamentos frustrados com amigos e parentes, situações essas que geralmente resultam da ausência de planos nacionais de vida”.
“Nunca estabeleça alvos que a sua fé não tenha condições de torná-los reais, e nunca tenha fé que não expresse em alvos”.
“É indispensável a prática de se ter um caderno exclusivo para registro dos nossos alvos. É sábio termos um caderno especial para os nossos alvos e de acesso apenas nosso.”
“Nunca vamos conseguir nada de maneira satisfatória se não houver uma dedicação plena àquilo que queremos alcançar”.


Josenilton Pinheiro