09 dezembro 2015

INEVITÁVEIS DIAS TRABALHOSOS.

“Se fôssemos tão eficientes na tarefa de enriquecer nossa alma quanto o somos na de cuidar de nossos interesses pessoais, constituiríamos uma ameaça para o diabo. Mas se fôssemos ineficientes no cuidado de nossos interesses como o somos nas questões espirituais, estaríamos mendigando”. (Leonard Ravenhill).
Nas palavras de Paulo a Timóteo os últimos dias serão marcados por tempos trabalhosos por haver a seguinte classe de homens na terra:

1. Amantes de si mesmos.
2. Avarentos.
3. Presunçosos.
4. Soberbos
5. Blasfemos.
6. Desobedientes s pais e mães.
7. Ingratos.
8. Profanos.
9. Sem afeto natural.
10. Irreconciliáveis.
11. Caluniadores.12. Incontinentes.
13. Cruéis.
14. Sem amor para com os bons.
15. Traidores.
16. Obstinados.
17. Orgulhosos.
18. Mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.
19. Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. (2 Timóteo 3.1-5).

Se Paulo estivesse vivo nos dias de hoje constataria o que a maioria de nós já sabe: Essa classe de homens está em cada canto da cidade. Nas casas, nas ruas, empresas, comércios e, evidentemente, nas igrejas.
O que fazer? Um só remédio, disse Paulo: “Destes afasta-te”.
Como cita Ravenhill: Talvez haja alguém à nossa frente, impedindo que tenhamos uma visão ampla de Deus”.
Paz seja contigo!

23 outubro 2015

Eu Pedro, te neguei Jesus

Acredito que nenhum de nós conceberia a ideia de que Pedro tenha planejado negar a Jesus. Diferente de Judas que arquitetou todo um plano para traí-Lo. O estilo de vida de Pedro, seu modo de ser e agir na caminhada com o Mestre aponta para um homem carregado de humanidade. Quem sabe se não foi essa a razão de ele ter negado a Jesus!
A verdade é que espiritualizamos tanto a caminhada cristã que, muitas vezes, nos esquecemos da nossa humanidade. Não digo isto para reforçar a ideia de que “errar é humano”, mas enfocar o fato de que nossos erros e absurdos é um reflexo da nossa humanidade caída(Rm 3.23).
Longe de fazer especulações sobre o comportamento de um homem que caminhou lado a lado com Jesus, gostaria de citar apenas três razões que percebo serem as que levaram Pedro a negar a Jesus.
Primeiro. Sua confiança demasiada nas afirmações que fazia. Quando os discípulos foram interrogados por Jesus sobre o que os homens diziam ser Ele responderam: Uns, João Batista, outros Elias, e, outros Jeremias ou um dos profetas. Foi então que Jesus perguntou: E vós, quem dizeis que eu sou? Pedro responde afirmativamente: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.13-16).
Essa não foi uma confissão precipitada uma vez que a revelação de quem era Jesus foi uma revelação vinda do Pai (Mt 16.17), mas observe que assim que Jesus disse que convinha “padecer, ser morto e ressuscitar ao terceiro
dia” (21), Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso (22). Pedro foi severamente repreendido por Jesus por ter feito essa afirmação.
Foi Pedro também que afirmou: “Por ti darei a minha vida” (Jo 13.37). Essa afirmação foi o prelúdio para o cantar do galo.
Segundo. Suas ações precipitadas. Vendo Jesus caminhar sobre as águas os discípulos pasmaram de medo pensando ser um fantasma. Foi ai que Jesus disse “sou eu, não temais”. E Pedro disse: “Se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas”. E não é que deu certo? Ops! Deu certo até ele começar a fundar e entender que sua ação deveria ser movida por fé e não por medo nem gritos.
Foi com a mesma precipitação que Pedro puxou sua espada e “feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha” (Jo 18.10).
Terceiro. Pedro não respondeu à sua consciência. Quando esteve assentado junto ao fogo e foi visto por uma criada enquanto Jesus estava nas mãos dos salteadores, ele negou dizendo: “Mulher, não o conheço” (Lucas 22.57). Pouco tempo depois ele mais uma vez nega dizendo: “Homem, não sou” (58), e passada quase uma hora ele nega dizendo: “Homem, não sei o que dizes” (60).
Estando ele ainda a falar, cantou o galo e foi aí que Jesus olhou para ele, e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe havia dito: “Antes que o galo cante hoje, me negarás três vezes” (61). Pedro sai e chora amargamente.
Das três vezes que foi indagado ser um seguidor de Jesus Pedro viola sua própria consciência negando, negando e negando.
Concluo que devo zelar para que não sejam precipitadas as minhas afirmações, por mais verdadeiras e convincentes que sejam, que minhas ações devem ser movidas por fé e não por medos e gritos, por mais assustador que possa ser a situação. E por fim, nunca, nunca e nunca violar minha própria consciência pra que eu não me torne um eu Pedro, te neguei Jesus.

14 outubro 2015