ESCOLHA PERMANECER

 “Permanecei em mim…” – João 15:4

O filho pródigo não saiu de casa por falta de recursos. Ele saiu por falta de raízes.

O tempo que viveu em família foi suficiente para aprender o valor dos vínculos, da convivência e da permanência.

No entanto, não há evidências de que ele tenha permitido que essas raízes se formassem dentro de si.

Quem não cria raízes, dificilmente aprende a permanecer.

O caminho de quem vive assim quase sempre se repete:

- cansa-se rápido,

- desiste com facilidade,

- foge dos processos que poderiam amadurecê-lo.

Jesus foi claro ao dizer: “Permanecei em mim.”

Porque Ele sabia — só aquilo que é profundo permanece.

Na vida real, a decisão do filho pródigo se assemelha a uma planta: ela não morre no dia em que é arrancada… mas, a partir daquele momento, já começou a morrer.

Quem desiste nas pequenas coisas, está treinando a si mesmo para desistir das grandes.

Cada conversa evitada…

cada confronto ignorado…

cada vínculo negligenciado…

Tudo isso vai formando, silenciosamente, uma mentalidade de fuga.

É possível imaginar que, pouco a pouco, ao evitar diálogos com o pai, ao não construir relação com o irmão, o filho pródigo foi alimentando dentro de si uma cultura de desistência.

Até que, um dia, desistir deixou de ser uma opção — e se tornou uma escolha.

Não se engane: pequenas desistências, quando repetidas, crescem.

O que hoje parece pequeno… amanhã pode se tornar grande demais para você vencer.

Os desconfortos que ele sentia dentro de casa não eram problemas — eram oportunidades de crescimento. Mas ele não tinha raízes.

E quem não cria raízes… transforma qualquer desconforto em motivo para ir embora.

Hoje é dia de rever suas decisões.

Josenilton Pinheiro

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