08 maio 2009

VOLTANDO AOS PRINCÍPIOS DA PATERNIDADE ESPIRITUAL


A parábola do filho pródigo (Não deixe de ver o Vídeo aqui 4qT0OIpq2g0)
Lucas 15.11-32

Não é o que você tem, mas o que você é que garante sua subsistência física, emocional e espiritual. Esta parábola apresenta dois níveis de comportamentos que podem existir na vida de um jovem.
1. A rejeição do lar e dos pais. O nível onde o jovem mudaria de casa ou trocaria de pais se pudesse. É o nível de experimentação da rebeldia e da revolução. É quando o jovem pensa que pode mudar o universo com suas idéias. É o nível de desprezo a tudo e a todos.
2. O retorno ao lar e aos princípios da paternidade. É o nível de amadurecimento espiritual do jovem. É o caminho de aprendizado mais difícil por ter abandonado os princípios básicos. E como recompensa recebe o amor gracioso do pai.
Dois filhos. As diferenças entre as pessoas existem não para haver uma competição, mas para uma complementação. A complementação nos leva ao crescimento, já a competição ao declínio. Onde existem dois seres viventes ali há diferenças, queixas, reivindicações. O modo de ser de um indivíduo a partir da presença de outro individuo é a prova de que as diferenças existem e parece que não estamos adequadamente preparados para lidar com elas. Essas diferenças geram a competitividade desnecessária, porque cada um quer sobressair ao outro e raramente se dispõe a completar o outro que é a verdadeira razão das diferenças. O modo de ser destes dois irmãos é a prova de que não existindo a disposição para completar um ao outro a competição entra em cena.Pai dá-me a parte dos bens que me toca. Os maiores erros na vida de uma pessoa começam a partir de uma decisão errada, por mais excelente que seja o lugar onde ela se encontra.
1. Adão e Eva estavam num lugar por excelência, mas tomaram a decisão errada.
2. O jovem estava no lugar de excelência, no seu lar, mas tomou a decisão errada.
A figura do pai entra em cena revelando as coisas das quais o filho mais novo estava perdendo com a sua decisão errada.
1. Ele estava perdendo a paternidade, pois sua intenção era sair da presença do pai. Quando se sai da presença do pai é como se não o tivesse.
2. Ele estava perdendo a proteção dos ataques externos que sempre vêem sobre as pessoas. No seu ambiente interno chamado lar ele estava seguro, fora dele, não.
3. Ele estava perdendo a provisão por acreditar que o que tinha fosse suficiente para o resto da sua vida. Não é o que você tem, mas o que você é que garante sua subsistência física, emocional e espiritual. Quem confia no que tem gasta dissolutamente, ação que está associada à libertinagem, a devassidão e a lascívia.
4. Ele estava perdendo a cobertura que o protegia dos ataques emocionais e espirituais. Não significa que dentro do lar ele não fosse tentado, mas fora da cobertura espiritual do lar ele se tornou acessível à tentação. Todos quantos transgridem os princípios morais e espirituais denunciam que não estão sob cobertura.
Tipos de ataques emocionais:
4.1.Isolamento. Ele começou a se isolar dentro de casa. Não quis se relacionar com ninguém. Estava “perdido na casa do seu próprio pai”. E quem se perde no lar não tem mais razão pra viver dentro dele. Era um jovem preso na sua liberdade e encontrou na “liberdade” a sua prisão. Ele se isolou no lar e ficou isolado com os porcos.
4.2.Egoísmo. “Dá-me a parte dos bens que me toca”. Ele não pensou em ninguém senão em si mesmo. O que ele tinha era por herança e não por direito. O que temos por direito nos custa suor e trabalho, mas o que recebemos por herança é resultado do suor e do trabalho de outrem.
4.3.Pressa. A indisposição de esperar o tempo certo. “Poucos dias depois”. O texto pressupõe que depois de receber a herança do seu pai, o jovem sai de casa fora do tempo e de maneira errada. Poderia sair sob a benção do seu pai, mas se ensoberbeceu e saiu sem a benção, e o mais agravante, fora do tempo. As decisões, ainda que certas, fora do tempo são prejudiciais. Renda-se aos princípios da palavra de Deus que diz: “Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Ec.3.1).
4.4.Despreparo. A incapacidade de lidar com as adversidades da vida. “Houve naquela terra uma grande fome”. Existem muitas situações na vida das quais não temos o mínimo controle e na maior parte delas nos sentimos despreparados para enfrentá-las. Aí surge a necessidade de sabedoria porque sempre haverá adversidades das quais nos sentiremos despreparados, mas em todas elas podemos nos refugiar em sabedoria e rompê-las. “Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada” (Tg.1.5).
4.5.Imprevidência. (Descuido, desperdício, desleixo, imprecaução). “Havendo ele dissipado tudo”. Saiu da casa sem a bênção do pai, na hora errada, partiu para um país distante e ainda dissipou tudo o que tinha. Veja como um texto bíblico no Velho Testamento casa com a atitude deste jovem: “O que ama a sabedoria alegra a seu pai; mas o companheiro de prostitutas desperdiça a sua riqueza” (Pv.29.3).
4.5.1. Não desperdice suas riquezas financeiras.
4.5.2. Não desperdice suas riquezas da sua saúde.
4.5.3. Não desperdice suas riquezas culturais.
4.5.4. Não desperdice as riquezas das suas experiências.
4.5.5. Não desperdice as riquezas de seus dons.Então foi encontrar-se com um dos cidadãos daquele país. Na hora de ser ajudado você precisa saber buscar ajuda nas fontes corretas.
Quando um jovem começa a passar necessidades muitas coisas acontecem no seu interior. Uns pensam em roubar, matar, usam drogas, rebelar-se; outros se humilham, pedem ajuda, começam a trabalhar etc. No caso desse jovem, ele buscou ajuda com alguém estranho. Imaginem a sena de um jovem que poderia estar desfrutando da ambiência familiar, acobertado pela benção do seu pai, mas que agora se encontra lidando com gente estranha e com porcos. O contraste entre a casa paternal e o chiqueiro de porcos é muito grande, mas infelizmente muitos jovens preferem a sujeira de alguns relacionamentos a estar acobertados com a proteção espiritual.
1. Ele passou necessidade porque estava fora da cobertura paternal. Partiu.
2. Ele passou necessidade porque viveu dissolutamente. Fez o que quis. Não respeitou os princípios da casa de seu pai. Ele tinha uma herança, mas não tinha o direito de fazer o que quisesse com ela. Os direitos que o jovem reivindica ter não é o problema, mas o que ele faz com esses direitos. O discipulado educa o jovem a não desperdiçar as heranças que recebe.
3. Ele passou necessidade porque ajuntou tudo pra si. Não ofertou, não doou. Em Pv. 11.24 o proverbista diz: “Um dá liberalmente, e se torna mais rico; outro retém mais do que é justo, e se empobrece”. Ele reteve mais do que era justo pra si mesmo. A prova disso foi o rumo para o qual ele tomou: Viver dissolutamente.
E ninguém lhe dava nada. A fome é o desejo mais insaciável do ser humano e o mais desesperador. Pena que o jovem só deu conta disso depois que desperdiçou tudo. Esta parece ser a maior sentença sofrida pelo jovem. Até então ele tinha tudo o que queria. Todos os desejos eram realizados.
1. A herança do seu pai.
2. A opção de ficar em casa, mas não ficou. “poucos dias depois partiu”.
3. O direito de escolher um país distante. Quanto mais distante da casa do pai pior a situação.
4. A opção de vida libertina. A palavra dissolutamente dá o sentido que ele teve tantas mulheres quantas quis ter. Todavia o desejo de alimentar-se com as comidas dos porcos não lhe foi satisfeita. Além de não ter mais nada, ninguém lhe dava nada. Esta sentença foi a mais difícil, pois mexeu na parte mais sensível do jovem. Mexeu com seu desejo. Foi perdendo tudo até entender que os desejos não podem estar acima dos princípios.
O apóstolo Paulo escrevendo ao jovem pastor Timóteo disse: Foge também das paixões da mocidade, e segue a justiça, a fé, o amor, a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor (II Tm.2.22). O jovem que não vive pelos princípios de Deus não conseguirá ter forças para dominar os seus desejos.
· Veja o exemplo de José quando foi seduzido pela mulher de Potifar (Gn.39.6-15). Ele preferiu caminhar sob os princípios de Deus a ser envolvido pela sedução da mulher de Potifar.
· Veja o exemplo de Daniel quando foi levado a se contaminar com as iguarias do rei. Ele propôs no coração não se contaminar (Dn.1.8). Isso indica que ele preferiu viver sob os princípios de Deus para sua vida. Se preferisse comer, também seria comido pelos leões. Se entregue a um desejo de comer e você será comido por ele.
· Veja o exemplo de Moises que “sendo já homem, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que ter por algum tempo o gozo do pecado” (Hb.11.24,25).
Conclusão. Se o principio de paternidade espiritual não for obedecido não cumpriremos o objetivo do Discípulo Jovem. Não queremos uma multidão de jovens sem pais, ou bastardos. Para isso, tome algumas decisões:Nunca viva sem a cobertura do teu Senhor.
Reconheça a cobertura dos seus pastores. Consulte-os antes de tomar decisões.
Reconheça e honre a cobertura dos líderes de rede.
Reconheça e honre a cobertura do seu líder.
No amor do Pai.

Josenilton Pinheiro

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